Cansaço, fadiga, stress, muitos destes sintomas, que acometem os Policiais Civis no Estado do Rio de Janeiro, nascem da distância percorrida de sua casa até uma unidade de Polícia Judiciária. Para tentar atenuar o problema, o SINDPOL, na presidência do Inspetor Marcio Garcia e a COLPOL, na presidência do Comissário Fábio Neira, enviaram ao Chefe da PCERJ, através do ofício 0178/2017, no mês de setembro, a solicitação de criação de um “Banco de Registros de Permutas Funcionais”, para que os servidores que estiverem distante de suas moradias e apresentassem dificuldades de permuta, pudessem ter alocação nas delegacias, órgãos técnicos e administrativos mais próximos de sua residência. A medida evitaria o aumento no risco do deslocamento, haja vista que o Estado do Rio de Janeiro tem mais de 92 municípios.
Com um Banco de Permutas oficial, a administração poderá interagir com as necessidades dos servidores e controlar, de forma justa, compatível e transparente o problema corriqueiro de deslocamento que tanto acomete o Policial Civil que, ao se deslocar durante horas, de um município para outro, corre diversos riscos, além de deteriorar sua saúde física e mental. Para o presidente do SINDPOL, Marcio Garcia, o “Banco de Permutas” pode ser uma forma de proteger o servidor contra o assédio moral, “Sabemos das necessidades do Policial, que trabalha longe de sua casa e de seus familiares. Essa medida pode beneficiar tanto ao Policial Civil, quanto a administração, pois o Policial deve estar descansado e pronto para o dia a dia, porém quando o deslocamento é penoso, isso não acontece.”, explica Garcia.
O presidente do COLPOL, Fábio Neira, dá as dicas de como pode ser feita a troca. “A ideia é que o procedimento seja feito por meio eletrônico, através de endereço na Intrapol, com acesso por senha e login, onde os interessados pela permuta registrem suas opções. O Banco de permuta pode se constituir como um valioso instrumento de benefício, para a vida e saúde do Policial Civil”